quarta-feira, 31 de março de 2010

As aparências não me enganam, não

Nhac nhac nhac [digitando com os dentes]. Anota aí: "Sou do tipo que preza pela correta distinção entre meteoros, cometas e asteróides". Nhac nhac nhac. "Desculpa, mas eu sei admitir os erros dos outros". Nha nhac nhac. "A nobreza nos redimiu na aparência e na constância dos requintes linguísticos". Nha nhac nhac. "Eu sou um jardim mesopotâmico e não tenho medo de usá-lo para a satisfação de sua lascívia". Nhac nhac nhac. Aham, sinto-me pronto para começar o meu mais novo projeto: confecção de cartões, comemorativos ou não. Preciso aprender algo que me garanta na eventuallidade de eu vir a perder meu cargo público em razão de mudanças de paradigmas ou sei-lá... Agora, resta saber aonde enfiei os lápis-de-cor. Você também se garante?

PS.: A quem estiver interessado, estarei aceitando encomendas.
PPS.: Por enquanto é grátis.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Eles roubaram a minha piada

Para você, geneticamente embutido e predisposto a levar uns bons tapas nas orelhas, finalmente o sabão em pó que combina com o seu jeito de ser! Áspero, inorgânico e extravagantemente perfumado até a náusea. Ops! Deixei cair:

"(...) O resto da população, mantida em situação vulnerável, ignora os benefícios de uma economia baseada no consumo. (...) Ao transformar o sertanejo, o peão, o matuto em consumidores, o consumo se revela um método extremamente eficaz para integrar os excluídos e estender a cidadania a todos os brasileiros. Passado ao largo de discursos grandiloqüentes e damagogias ocas, o advento de uma sociedade de consumo no Brasil funcionaria como atalho econômico para a solução de muitas de nossas mazelas." (Desconhecido).

"O policiamento uniformizado de rua deveria ser permanente - dia e noite -, com viaturas em movimento, fazendo prevenção (para evitar a prática dos crimes), pois não adianta chegar ao local quando os fatos já são irreversíveis, com prejuízos humanos e materiais que só servem para a 'estatística' da insegurança (política e economicamente rentável). (...) É necessária a mudança de mentalidade e formação, preparando o policial uniformizado para fazer o verdadeiro policiamento preventivo: uma viatura, com apenas dois policiais, em baixa velocidade e rastreada pelo centro de controle, com o mapeamento das ruas e o planejamento da prevenção, passando em frente das casas a cada 30 minutos. E mais: não havendo viatura, o policial uniformizado deve cumprir o seu horário a pé, fazendo até seis quilômetros por hora. Portanto, a cada hora, um patrulhamento terá condições de realizar o policiamento preventivo entre seis e dez ruas, passando em frente das casas, no mínimo, a cada hora. A prevenção é possível, se o governo dispuser disso." (MORAES, Bismael B. Estado e segurança diante do Direito. p. 63.)

Diante dessas exaustivas palavras, calo-me e continuo a vasculhar o lixo. Sem mais delongas, passo o microfone para o Alf.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Autoridade competente

E foi então que eu liguei para a polícia perguntando se, caso fossem a uma ocorrência aqui perto, não podiam aproveitar e trocar a lâmpada do meu quarto. Ora, veja, não é pela escada, a qual utilizo razoavelmente sem muita hesitação, mas tenho medo de levar um choque. E o que eu recebo é uma resposta sarcástica ou tediosa. Pois bem, conforta-me saber que os dias dessa instituição estão contados, da mesma forma como todas as outras instituições burocráticas. Perspicácia, mesmo, é querer estudar para robô.

Eu, humanamente falando, prefiro dedicar-me à não tão árdua tarefa de dar audiência à Luciana, de Viver a Vida: a "menina danada" que não tem medo de enfrentar as dificuldades de um cadeirante ao pegar um ônibus. Ou não. Sinto-me em pleno fôlego a rir dos mísseis de longo alcance de tecnologia norte-coreana, quanto das "providências a serem tomadas". Mas, mais ufanamente engraçado ainda, será pôr meu pedido na embocadura de uma cabine e ver, segundos após, a resposta impressa do outro lado; celeridade processual nunca foi tão séria.

domingo, 7 de março de 2010

Os dias já eram curtos

E agora estão mais curtos ainda. Wikipédia, digo, Richard Gross, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, avisa: o sismo ocorrido no Chile, neste ano, deslocou em aproximadamente oito centímetros o eixo da Terra, provocando o encurtamento dos dias em cerca de 1,26 microssegundo. A possibilidade disso acontecer parece-me, agora, óbvia, mas sequer cogitava até então.

A quantidade de variáveis no Universo é muito maior e mais bela do que poderia fazer-nos supor nossas apostilas de ensino médio. Neste momento, nosso pólo norte físico está apontado em direção à Estrela Polar (não me façam explicar o nome). Entretanto, devido à precessão dos equinócios, movimento que o eixo terrestre executa, fazendo com que o pólo percorra um círculo através da abóbada celeste, no ano de 13.727 estará apontando para Vega.

Não, você não ouviu errado. Salve-salve, Vega, uma das estrelas mais próximas de nosso sistema! Maior e mais brilhante que o Sol, consome rapidamente seu hidrogênio, de modo que morrerá relativamente cedo. A possibilidade de conter planetas rochosos ainda é uma vaga especulação; a hipótese mais recalcada aponta para um sistema de planetas em formação.

Os babilônios chamavam-na de "the Messenger of Light", os acádios de "Life of Heaven" (desculpe, não me atrevi a traduzir; poderia perder o sentido). É também o nome de um carro. Não é enternecedor? No livro e filme "Contato", é em suas imediações que uma radioastrônoma consegue captar mensagens alienígenas de uma civilização incomparavelmente mais avançada.
Supondo que você esteja no hemisfério norte, olhando para o leste, Vega estará nesta posição ao amanhecer, bem cedinho (eu fiz uma flechinha no paint, mas não deu muito certo por razões misteriosas). Segui as instruções do autor da foto, penso que estou certo. Contemplem a nossa futura estrela polar.

PS: Sim, isso parece programa de índio.
PPS: Sim, eu me desviei do assunto com uma facilidade vertiginosa.
PPPS: Sim, eu não tinha foto melhor para pôr.
PPPPS: E não, não estou contente com a estética criada, devido à irritante proximidade entre as duas imagens.